O Presente 

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Todos os dias, Lou Suffern luta contra o tempo. Ele tem sempre dois lugares para ir, sempre duas coisas a fazer. Quando dorme, sonha com os planos do dia seguinte e, quando está em casa com a esposa e os filhos, sua cabeça está, invariavelmente, em outro lugar. Numa manhã de inverno, Lou conhece Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois comecam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça que usa Louboutins com o rapaz de sapatos pretos… Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto _ para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas _ e lhe oferece um emprego. Mas logo o executivo se arrepende de ter ajudado Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber…Quando começa a entender quem realmente Gabe é e o que ele faz em sua vida, Lou percebe que passará pela mais dura das provações. Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ele. No momento certo.

  • Autora: Cecelia Ahern
  • Editora: Novo Conceito
  • Páginas: 320
  • Ano: 2013

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#Resenha: Lou Suffern é funcionário de uma importante empresa, ele possui um alto cargo, e o trabalho é sua prioridade. Com seu terno caro e sapatos pretos brilhantes, ele está sempre em busca de uma promoção no trabalho. Seu comportamento é o de um verdadeiro canalha, também é amargo e egocêntrico. Lou precisa estar sempre em dois lugares ao mesmo tempo, não tem um minuto a perder e sente a necessidade de ser clonado. Sua esposa, filhos e familiares estão sempre em segundo plano, todos negligenciados por ele. Lou mal conhece os próprios filhos, a esposa vive reclamando da sua ausência, causando conflitos entre o casal.

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Geralmente, os brilhantes sapatos pretos, acompanhados por ternos impecáveis,  também pretos, flutuavam elegantemente diante do observador e atravessavam as portas giratórias,  passando pelo pórtico de mármore do moderno prédio de vidro, prontos para serem espremidos no elevador e lançados aos céus de Dublin. Mas, naquela manhã, os sapatos pararam bem diante do observador e se viraram fazendo um ruído seco sobre o concreto frio. O observador não teve escolha a não ser tirar os olhos dos sapatos e erguer o rosto.

Página: 31

Um dia Lou decide doar seu café para um mendigo, que fica sempre na frente da empresa onde ele trabalha, afinal ele não queria o café mesmo. Eles começam a conversar e ele descobre que o pedinte se chama Gabe, ele percebe que o homem é muito observador e inteligente e decide ajuda-lo a ter um emprego (na verdade mais por interesse do que para ajudar, pois ele percebe que Gabe, sabe muito a respeito dos seus colegas de trabalho, e decide trazê-lo para perto em benefício próprio). Ele  indica Gabe para trabalhar na mesma empresa em que trabalha. O rapaz é muito eficiente, sabe muitas coisas a respeito de Lou que o deixa intrigado e, parece estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Lou logo se arrepende de ter feito a indicação, pois o outro deixa-o perturbado por saber coisas demais a seu respeito. Contudo o novato tem muitas surpresas ainda para Lou, e se ele achava que tinha problemas antes de conhecer Gabe, agora ele terá muito mais com o que se preocupar. E terá que aprender da pior maneira a valorizar o que realmente importa.

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Este é um livro que como o título diz é um presente, para quem lê. Amei o livro. Não é o tipo de livro que você devora tudo de uma vez, esse você vai saboreando aos poucos. Não é o romance que eu esperava, mas é uma dura e linda lição de vida. É sobre escolhas que temos na vida e como saber o que realmente deve ser valorizado. Tudo se passa próximo ao Natal, então temos aquela nostalgia que é característica dessa época. Eu não li o livro no natal, também não ganhei de natal, mas considero um excelente presente. Odiei Lou com todas as minhas forças durante a leitura, como gostar de um personagem tão focado em si mesmo, fiquei ansiosa pelo momento em que ele se arrependeria de tudo que fez para a família, mas Cecelia Ahern ainda guardava muitas surpresas, para mim e para Lou.

 

 

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